Omar Talih


localizar

quinta-feira, 16 de maio de 2019

E se...

Eu morresse hoje?
Quantos chorariam jamais saberei.Sei que em pouco tempo estaria tão esquecido quanto estive antes de nascer. Em nada influenciei antes e pouca falta farei depois, nenhuma na verdade.
Hoje tenho muitas coisas acumuladas nos anos que vivi. Para que servem?
Pegar poeira, abrigar ácaros, aranhas e outros insetos.
As vezes parecem tesouros preciosos que não consigo dispor, outras, pesado fardo que levo comigo por todo lado.
Sei que para os que "herdarão" essas tralhas e quinquilharias, será apenas trabalho para desfazer de tudo e seguir em frente. 
Então, o que me prende aqui? Por que me sinto como árvore com profundas raízes que morrerá sem ver e conhecer além do que a cansada vista alcança? Nada, absolutamente nada!
Num universo de bilhões de anos antes e outros bilhões de anos depois, sou um sopro,menos que um segundo.
Então, o que me prende aqui? 
Livros, terras, casa, carro, gatos... nada, absolutamente nada... então, o que me prende aqui?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

A quem interessar possa

-Cometi um assassinato em 2018 e me dei uma "Carta de Alforria" para transitar a partir de 2019.
Matei-me a mim mesmo. Não foi suicídio. Foi assassinato.
A decisão de fazê-lo já vinha a muito rondando minha cabeça. E creio que foi uma ótima decisão. Sinto-me leve, livre e consciente das consequências. Eu as assumo.
A "Carta de Alforria" estava guardada, empoeirando em qualquer lugar em minha mente. Resgatei-a. Estou de posse de minha alma e matarei-me a mim mesmo quantas vezes for necessário para fazer valer o meu direito de ser livre, afinal, somente nós mesmos podemos nos escravizar e nos manter cativos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Nem sempre o incêndio é ruim.

As eleições no Brasil me levam a refletir sobre os fatos e o represamento de sentimentos que explodiram em atos de violência país a fora. A primeira vista nos assusta, pois sempre tivemos a imagem de povo "amável", cordial e que se respeita mutuamente. Era um engano que a muito se mostrava apenas um "mito" e se confirmou neste ano.
Muitos compararam o eleito presidente com Hitler e o chamaram de fascista, uma clara relação com Mussolini na Itália. Mas analisando melhor e com a paciência que isto requer, não podemos compará-lo com os acima citados. Aqueles tiveram uma história e atuação política completamente diferente deste que nos assombra. Adolf Hitler lutou na 1ª guerra e realizou a 2ª a partir de tudo que fez e que não cabe analise aqui, o mesmo se dá com Mussolini e seus camisas pretas que aterrorizaram a Itália.
Vejo os fatos no Brasil como um grande incêndio que despertou um lobo adormecido há 28 anos.
Nós vivenciamos muitos períodos conturbados e sempre que houve revoltas e enfrentamentos, grandes mudanças vieram juntas e houve avanços. O mesmo aconteceu quando aqueles que dominavam, conseguiam "apagar o incêndio", não surgiam outras espécies novas, ou seja, as ideias não se renovavam. Por isso a escravidão durou mais de 3 séculos e os libertos ainda não se sentem livres ou com direitos e oportunidades. Evidentemente que houve revoltas em todo esse período, mas foram sufocadas e os resultados demoraram muito a aparecer, sendo muito mais forte quando as elites se sentiram agredidas em seus privilégios. Só neste momento, tiraram a monarquia e instalaram a república. A partir daí, os movimentos ganharam mais força e os resultados desejados eram alcançados mais rapidamente, e mantidos por mais tempo, moldando uma sociedade menos injusta e com mais garantias para o cidadão comum.
Os acontecimentos não deixavam espaço para acomodações. Não havia tempo para ver a grama crescer, tinha se que mudar e mudar novamente. Isto fazia com que as ideias se espalhassem.
No Brasil pós 64, houve uma acomodação geral. Os que lutaram pelo restabelecimento da Democracia estavam cansados e os herdeiros pouco sabiam o que fazer com ela, perdendo o valor com as novas gerações e por fim sendo jogada no lixo e festejada sua perda.
Como todo incêndio, o primeiro sentimento é de desespero e tentativas vãs de apaga-lo ou controlar os estragos, enquanto aqueles que ajudaram a colocar fogo na mata, garantem que continue aceso.
O último que tivemos durou 20 anos e deixou profundas cicatrizes. Este apenas começou e se mostra violento, com muito combustível e de difícil extinção.
Agora é hora de olhar friamente para o fogo e proteger-se de suas labaredas, sabendo que a exposição a ele causará profundas queimaduras e com certeza cicatrizes que levaremos por gerações.
Entretanto, devemos ficar atentos as oportunidades que surgirão e as aproveitarmos para sobreviver ao desastre e sairmos melhores no final da tragédia que com certeza um dia acabará.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Minha vida sem deuses

Desde a infância os deuses e seus demônios me perturbam e vivi parte de minha vida em conflito com eles. Quando ouvi pela primeira vez o nome "espírito santo" e me disseram que era uma pomba, hoje sei que é um pombo, não há fêmeas na trindade, pensei; "Que coisa idiota" e desde então começou a guerra. Todo tipo de ameaças, castigos e certeza de fogo eterno no inferno, me foram feitas. Naturalmente nunca disse a ninguém que isto me afligia. Então quando as coisas ficavam ruins e não foram poucas vezes, sempre pensava que o tal 'espírito pombo santo' estava me castigando por acha-lo idiota, bobo, e sem sentido. E, as dúvidas cresciam cada vez que havia um velório de criança. Eram muitos. Tantos que não consigo mencionar. Pelo menos dois por semana. Eu me perguntava por quê?. Se havia um deus tão poderoso, por que as crianças morriam daquela forma? Ficou gravado na memória e só terminará quando eu não mais existir. E os adultos? Vinte e cinco anos era o auge e aos 40 anos já era velho, não chegando muitos aos 50. Raros eram os que passavam dos 60 anos. Via miséria, fome e uma semi- escravidão e não entendia o pecado que as pessoas haviam cometido para serem tão castigadas. Nas vezes que fui à igreja, não conseguia ver sentido naquilo. Senta, levanta, canta mantras e rezas e uma pessoa fantasiada lá na frente falando de uma época distante, sobre um lugar que não fazia ideia de onde era, de profetas, milagres, castigos e recompensas se fizessem isso e aquilo. No mundo real, acabara a 2ª Guerra Mundial à pouco, então houve a Coréia e minha infância estava no Viet-Nan, Yom kipur, (dia do perdão?) a guerra dos 6 dias, no golpe militar e na miséria e morte que aumentava da mesma forma que as dúvidas. Mas não tinha como fugir. Me sentia preso num poço de piche, areia movediça, que me sufocava a medida que tentava me livrar daquilo: Religião. Senti o racismo na escola, discriminação, agressões físicas e obrigação de "rezar" antes de começar a aula. Era contraditório a mesma pessoa que falava de amor e bondade de deus, destilar tanto ódio. Não me lembro de um ano que não estivéssemos em guerra. Os meios de matar evoluíam de maneira assustadora. Entra um papa, visita países, multidões se acotovelam, acendem velas e... nada muda. Onde estaria esse deus que 'ama' sua criação? Silêncio. Mas seus mensageiros auto nomeados "representantes dos deuses" interferem na minha vida, na vida das pessoas, na política, na ciência e nos mantém na idade das trevas. "O homem quer ser deus", isto é uma ofensa, diziam eles. Impedem pesquisas, amaldiçoam cientistas pois não os podem queimar, sub julgam as mulheres, controlam seu corpo, sua vida e as mantém submissas, incriminando-as, prendendo-as, matando-as se desobedecerem e não fizerem como manda a religião; todas elas. Então, onde está esse deus? Talvez fazendo guerra com tantos outros deuses que existem mundo a fora, matando seus seguidores numa "guerra suja a que chamam santa". Não preciso de deuses, continuo acreditando que é "idiota um pombo santo" e mais ainda ver pessoas se matando em nome de allah, deus, krishna ou seja lá o nome que derem.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Por quê?

As vezes me pego pensando sobre a vida, suas agruras e o quanto somos enganados e mantidos na ignorância, medo e esperança de algo que virá, quem sabe após a morte, em um suposto paraíso, se você merecer. 
Há sempre uma "espada" sobre sua consciência e muitos dedos apontados com uma selvageria assustadora.
Criam-se deuses e demônios e seus anjos bons ou maus e sem darmos conta, servimos a ambos na mesma proporção. Deus e o Diabo são a face de uma moeda em que nós somos o verso.
Somos tão insignificante que nos fazem um jogo de ameaças e castigos, mantendo-nos escravos de crenças que mantém o privilégio de quem os tem e sufoca aqueles que buscam liberdade.
Pregam-nos em uma cruz que só existe em nosso imaginário e nos culpam por pecados que jamais cometemos. "Se você não crê, deus o castigará tão severamente e o enviará para o fogo eterno à serviço do diabo". E nos aparece o tinhoso sorridente como carrasco divino, numa confusão sem precedentes e explicações, confundindo-nos se são inimigos como querem nos fazer crer.
E o tempo passa, a vida se esvai, novos métodos de nos manter na escravidão mental.
O mesmo sugar de energias, o explodir-se em nome das vontades divinas, o pregar de ideias escravizadoras que nos mantém miseráveis com a promessa de benesses futuras.

domingo, 22 de abril de 2018

O cão e a ponte

Depois de passar por uma situação que me deixou furioso e quase cometer uma besteira, pedi orientação aos orixás, para que mostrassem uma saída, uma maneira de enfrentar a situação que sei se repetirá.
Então,uma noite sonhei que estava numa estrada que se estreitava a medida que andava por ela, até terminar em um caminho fechado e um grande precipício. Para atravessá-lo, havia uma ponte estreita que mal cabia uma pessoa. Comecei a travessia e surgiu um cachorro muito bravo do lado oposto e começou a vir em meu encontro. Avancei com a intenção de fazê-lo voltar, mas ele continuou e no meio da ponte me atacou. Caí no precipício, acordando assustado e suado.
Na noite seguinte, repetiu-se o sonho e novamente o cão me atacou e me derrubou precipício abaixo. Fiquei intrigado com a repetição do sonho, mas na noite seguinte, quando cheguei próximo a ponte, havia uma velha na minha frente que começou a atravessar e de repente surge o cão do outro lado. A senhora virou-se e voltou, deixando o cachorro passar. Ao invés de voltar para a ponte, a mulher tomou outro caminho e passou para o outro lado.
Fiquei pensando por algum tempo e me dirigi à travessia, quando surgiu novo animal. Ora parecia muito raivoso,ora espumando e impedia-me de passar. Não sabia o que fazer. Pensei que deveria pegar um pedaço de pau e lutar com ele, matá-lo, tirá-lo do meu caminho. 
Comecei a procurar algo que pudesse usar como arma e deparei-me novamente com a velhinha que me olhava com ar de reprovação.
__ Você é estúpido ou o que? Não vai vencer este monstro. Se o matar, estará matando a si e outros ao seu redor!
__ O que faço então?
__ Simples. Mude o caminho, os horários, os hábitos. Sua raiva alimenta o monstro.
Virei-me e olhei para a ponte. Estava vazia. Respirei fundo e fui em direção a ela, surgiu o cão do outro lado. Olhei para trás e a velha havia sumido. O cão passou ao meu lado, olhou-me e seguiu.
Acordei pensativo e descobri que o sonho era uma resposta ao meu questionamento. Mudei.
O fato de não enfrentar a fera, não me faz um derrotado, pelo contrário.
Entendi que há momentos na vida que devemos deixar a besta passar ao largo, não enfrentar, mudar. É mais inteligente ter consciência e ser capaz de tomar novos caminhos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A lenda das portas

Contam que quando nascemos abrimos uma porta para este mundo e que a cada trinta anos abrimos uma nova porta, começando outra etapa da vida.
Ao atravessar a primeira porta, a do nascimento, começamos a aprender sobre tudo que nos rodeia, somos aprendizes.
Na segunda porta nos tornamos adultos e sofremos tudo que esta etapa nos coloca a frente. É a fase mais exigente. Casamento, filhos, carreira, segurança para aqueles que estão ao lado e que atravessaram apenas a primeira porta.
Quando se alcança a terceira porta, somos levados a um caminho que nos conduz ao fim de todos os mortais. As responsabilidades diminuem e já não se tem a mesma atenção de dias atrás. É um tempo que se pode aproveitar de muitas maneiras, mas a maioria, por não saber o que fazer, cuidará de preocupações que não deveriam ser suas. É também nessa fase que começam as doenças da idade.
Poucos passarão pela quarta porta e os que fizerem terão o peso intensificado para cada ano que estiver nesta jornada.
Se alguém passar pela quinta porta, estará sozinho na viagem. Seus amigos e parentes terão ficado para trás, enterrados em algum lugar do passado. 
Se estamos aqui, é porque passamos pela primeira porta e devemos seguir em frente,sem olhar para trás, até que não consigamos chegar a próxima e sejamos enterrados no caminho.
Não importa o que faça ou tenha feito pelo caminho, quem pense que tenha sido; rei, rainha, escravo ou operário, seu dia chegará e terá que trilhar pelas portas de seu tempo.

domingo, 4 de setembro de 2016

O que temos feito dentro da "lei"

No que hoje chamamos 'era cristã', ano zero, um anarquista que vivia entre vagabundos, bêbados e prostitutas, foi incriminado, julgado e condenado, seguindo-se o que dizia a LEI e o povo saiu as ruas pedindo sua cabeça. Assim, junto com outros condenados, crucificaram um tal Jesus de Nazareth, que permaneceu esquecido como criminoso por quase 400 anos, quando então foi elevado a 'santo', que havia dado a vida por aqueles que o tinham condenado. Então, novamente seguindo as 'leis'  ou alterando-as para que o processo fosse legal, em nome do anarquista condenado, agora santo,  com apoio do povo, fizeram a "Santa Inquisição", julgando e condenando à morte, após cruel processo de tortura, para que o 'réu' se convertesse ao cristianismo e se arrependesse de seus pecados.
E, ainda dentro da lei, fizeram as Cruzadas, assassinando milhões de pessoas. Mas, não havíamos ainda feito o que podíamos e seguindo sempre as leis vigentes ou modificando-as, segundo a necessidade, fizemos a Escravidão de um povo específico, que foi considerado 'inferior' em nome do crucificado, agora santo; foram mais de 400 anos de Inquisição e Escravidão. Nada disto teria sido possível sem o apoio do povo, cidadão comum e sempre seguindo o que permite a lei.
Sempre, sempre seguindo as leis, fizemos todas as guerras, em nome do anarquista crucificado, seguimos um RITO legal, onde a lei determina o grau de violência que se pode usar para eliminar um inimigo, destruir países, fazer limpeza étnica como no Holocausto.  Dentro da lei e com apoio do povo, levamos aos Campos de Concentração, milhões de pessoas, roubando-lhes não apenas a vida, mas a dignidade, seus bens materiais e quaisquer direitos que reclamassem.
Jogamos bombas atômicas no Japão, Napalm no Viet-Nan e tantas outras no Iraque, Afeganistão, Siria... mas tudo dentro da lei, com apoio popular.
De que maneira, me pergunto, todos os males que temos feito podem ser contestados?
Desmatamos dentro da lei, jogamos esgoto nas águas que bebemos, envenenamos nossa comida, poluímos o ar que respiramos, extinguimos espécies que não conhecemos, as conhecidas também.
Nós cidadãos comuns somos assim, o que desconhecemos, destruímos e o que sabemos o que é, escravizamos, usamos em nosso beneficio, inferiorizamos e exploramos dentro das lei e em nome daquele que também dentro das leis foi incriminado, julgado e crucificado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Monstros que criamos!

“O! beware, my lord, of jealousy; it is the green-eyed monster which doth mock the meat it feeds on” (“Oh, tende cuidado, meu senhor, com o ciúme. É um monstro de olhos verdes, que zomba da carne de que se alimenta). "Shakespeare".


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

98/ 2%

Tenho uma teoria de que 98% de todos nossos problemas são criação nossa e que da mesma forma, somos 98% da solução para todos eles. Assim, sucesso ou fracasso, são na mesma medida responsabilidade nossa. E, não importa o tipo de problema que tenhamos; saúde, financeiro, espiritual, sentimental, somos responsáveis por tê-los ou não e na medida que os criamos, nem mais, nem menos.
Por isso, muitas vezes adoecemos e não encontramos uma razão para tal. Se analisarmos o histórico, encontraremos a raiz do mal e saberemos com trata-lo. 
Uma pessoa que fuma, bebe alcoólicos em demasia, usa drogas de todos os tipos, se alimenta mal, terá em algum momento que pagar o preço por isso.
É possível encontrar em um mesmo ambiente, pessoas que tem sucesso e outras completamente fracassadas. 
Então, sua decisão de hoje, será o seu resultado de amanhã. E não adianta reclamar.
Se você estudar, se dedicar a fazer algo bom para sua vida, terá uma recompensa no futuro, da mesma maneira que se não fizer nada, nada terá para colher depois.
Mas, somos absolutamente preguiçosos e jamais admitimos os erros cometidos. Para justificar a maior parte das coisa que fazemos, criamos deuses a quem recorremos sempre que somos confrontados com algumas responsabilidade. Temos um Deus todo poderoso, onipotente e onipresente para nos confortar e nos prover de tudo que necessitamos sem ter que nos responsabilizar pela obtenção. Para os enganos e falhas temos um Deus menor, muito poderoso, sem escrúpulos e que nos leva a cometer as piores atrocidades. Nós o chamamos demônio, diabo e muitos outros nomes. É a outra face da mesma moeda.
Se nos despirmos dessa hipocrisia e assumirmos nossa responsabilidade naquilo que nos cabe, resolvemos 98% dos problemas e podemos alcançar a mesma proporção no sucesso que buscamos.
Nesses 2%, coloco todos os eventos que estão fora do nosso alcance, como os desastres naturais e acontecimentos que nos fogem do controle, mas se analisarmos, tirando a natureza, a maioria dos acontecimentos trágicos, tem a participação de alguém, logo falha dentro daquele percentual de 98%.

sábado, 23 de julho de 2016

Terror? A quem serve os acontecimentos dos últimos dias?


Onda de "Terror" pelo mundo?
Em 1999 um estudante de medicina baiano, entrou em um cinema num shopping em São Paulo e metralhou a platéia, matando 4 pessoas e ferindo outras 3. Em 2011, na Noruega, o extremista de direita norueguês Anders Behring Breivik matou um total de 77 pessoas ao detonar um carro-bomba na capital Oslo e, em seguida, atirar em crianças e adolescentes num acampamento na ilha de Utoya. Agora na Alemanha, um "maluco" atira em uma multidão e se suicida em seguida.
No Brasil, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 13 e 16 anos, e deixando mais de treze feridos.
Agora com o ISIS atuando no Oriente Médio, qualquer movimento será tratado como ato de 'terrorismo' ou a preparação para tal.
Temos que ficar atentos aos fatos e como eles são passados para o público em geral, pois mais perigos que malucos solitários, são os que se aproveitam desses fatos para criar insegurança e medo e assim passar suas ideias como verdadeiras e únicas como solução para o que esta acontecendo mundo afora.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aos 60

Aos 60.
Cheguei lá, quase, faltam alguns meses e muita coisa pode acontecer. Entretanto, ouvi dizer que há algumas vantagens quando chegamos lá. Passamos a pertencer a 3ª idade, somos idosos. Será?
Acho que é a partir daí que o tempo começa a nos cobrar pelo que fizemos; Cigarros, bebidas, sexo sem proteção, drogas e alguns excessos no comer e agir.
O cigarro nos trás câncer nos pulmões e vias respiratórias, nos destrói os cabelos, a pele e deixa um horrível cheiro de cinzeiro de bar.
O álcool nos corrói de dentro para fora, como um micro-ondas, cozinhando o figado, o cérebro, tirando o senso e a razão. Temos consciência mas não controle dos atos, o que não tira a responsabilidade pelo que se faz.
O sexo é bom e na ânsia de satisfação, quase nunca nos preocupamos com as consequências, graves por sinal,doenças venéreas e filhos indesejados. Ambos cobram altos preços pela imprudência.
As drogas que nos roubam a vida nos deixando vagar feitos zumbis a busca de mais e mais sem nunca estar satisfeitos.
Quase nunca ou raramente essas coisas levam a morte rápida. Elas corroem aos poucos e mina as energias. Então, o que falar das loucuras desmedidas, de atos e atitudes que sempre nos deixavam no fio da navalha? Enfim, o que realmente ganhamos depois dos 60?
Todas as doenças aproveitam a oportunidade e se alojam em nosso corpo.
O sexo queima no pensamento mas o físico não acompanha e ficamos só nos sonhos, porque nem nas mãos temos as mesmas habilidades que antes. Não temos trabalho, os filhos não precisam mais de nós, os parentes e amigos envelheceram também e estão mortos ou como nós, as vésperas e os encontros cada vez mais frequentes nos velórios.
Se pensa que estou lamentando, garanto que não. Apenas constato que o que tenho hoje é fruto de tudo que fiz ou não no passado e sinceramente não me arrependo de nada. Não guardo mágoas, não tenho nada a perdoar ou pedir perdão. Não considero ninguém como inimigo, mesmo que por ventura alguém me considere assim.
Sou grato a tudo que me aconteceu, afinal fiz tudo que pude, do jeito que foi possível e me sinto feliz por ter sido assim.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Animais de Estimação?

Animais de estimação?


Há algo errado aqui e deve ser corrigido. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Veja a floresta



Muitas pessoas não conseguem ver a floresta por causa das árvores.
Temos uma situação similar nos dias de hoje no Brasil. Muitos não estão conseguindo ver os fatos como um todo, pelo direcionamento que lhes é dado e focam apenas naquilo que se quer que seja visto.
Há um golpe em andamento e a população é levada a crer que é aquilo que ela quer, que a decisão é sua.
Começamos quando a mídia (rede Globo), seguida por algumas, veicula "notícias" seletivas e despendem mais de 90% de seu tempo, em todos os telejornais, no 'impeachment' ou nos escandalos de corrupção de alguns e "olvidando" a de outros, embora ambas sejam graves.
Então, vemos a mesma polícia militar que espanca e joga bombas em manifestantes país a fora, prestar continência a partidários de direita que querem a qualquer custo, um 3º turno das eleições, onde eles saiam vencedores. Se não bastasse, aparece um juíz federal que votou e apoia um político que recebeu propinas, desviou verbas públicas e nada tinha a ver com o helicóptero com 450 quilos de cocaína. E diz que suas decisões são isentas e que ele combate a corrupção instalada no Brasil. Como, acusando um a abraçando outro bandido?
E aquele que deveria zelar pelas garantias constitucionais, viola-as, grampeando telefones da presidenta legitimamente eleita e divulga, sem nenhum constrangimento seu ato anti-ético e criminoso, dividindo as opiniões de juristas que apoiam e que discordam de tal atitude.
Há ainda o caso de outro que diz que a prisão sem acusações é legal para se investigar as ações daquele que tiver seus direitos violados, numa clara re-instalação do "Ato Institucional 5" que retirou todas as garantias do povo nos anos 1968.
"São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições Estaduais; O Presidente da República poderá decretar a intervenção nos estados e municípios, sem as limitações previstas na Constituição, suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais, e dá outras providências."
E ainda de outro que defende a tortura como método legal de se conseguir confições.
É notória a cegueira em momentos turbulentos como estes. Mesmo aqueles que defendem a democracia, por vezes vai de encontro a direita que os conhece e diz exatamente o que eles querem ouvir, num canto de sereia que acabará por cercear as liberdades constitucionais e voltar ao estado policialesco que vivemos em passado recente.
É preciso compreender que são as árvores que fazem a floresta, cada uma individualmente, assim como cada ato, muitas vezes tidos como heróicos, fazem um golpe e há uma grande movimentação para torna-lo aceitável pela massa, ou cidadãos cansados com a corrupção e com os desmandos DESTE governo.
Acreditem, o golpe já foi dado e tem até data para a tomada do Palácio do Planalto e colocação de um novo "presidente".

domingo, 6 de março de 2016

Párvio a Lombriga racista


Este é Párvio, a lombriga racista.
Ela é muito inconformada com a grande concorrência que encontra para sobreviver.
Tem muita gente, igual a ela vivendo literalmente na "merda" e como ela se sair, morre.
Na opinião dela, há muita gente fazendo "merda" mundo afora e isso grassa pelas terras brasilis.
Ela não compreende porque tanta gente querendo entregar sua liberdade em troca de promessas de um "governo menos corrupto", mais oportunidades para todos e um verdadeiro paraíso para aqueles que creem nos novos salvadores da pátria, verdadeiros "caçadores de corruptos".
É, na visão dela, Párvio, como se essas pessoas estivessem sendo estupradas e se sentissem culpadas de terem trocado a miséria e a violência por uma situação de autonomia e vontade própria e assim, devem voltar as graças de velhos estupradores que agora aparecem como salvadores e os conduzirão novamente a velha e boa vida onde, pobres e miseráveis não mais frequentarão seus espaços; aeroportos, shoppings, praias, etc.
Infelizmente, como em outras vezes, tudo se repete. Onde isso vai dar, ninguém sabe, mas não será bom, como não foi em outras ocasiões.

sábado, 10 de janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

POR QUE MORAR EM JUNDIAÍ ?



Quando vamos nos mudar para algum lugar, país, estado, cidade ou bairro, dificilmente nos perguntamos: Por que morar ali?
Raramente procuramos conhecer o bairro ou a cidade onde pretendemos nos estabelecer. Geralmente visitamos um empreendimento e após a apresentação de praxe, verificamos se cabe no orçamento; entrada, prestações, condomínio, etc e decidimos pela compra.
Quase sempre, ao termino do processo o corretor olha-nos nos olhos e diz: "Parabéns, o senhor fez um excelente negócio."
Na verdade, ele esta preocupado apenas com a comissão que receberá.
Com o passar do tempo, descobrimos que não foi um negócio tão excelente assim. E o pós venda então? Deus nos acuda. Sem contar que se precisar de um financiamento bancário, a tormenta será maior ainda. Após apresentar documentos pessoais de comprador e vendedor, do imóvel, certidões,etc, terá que esperar no mínimo quatro meses até liberação.
Pensando nisto, resolvi analisar a questão e responder a pergunta: Por que morar em Jundiaí?
Comecemos pela localização entre dois grandes polos; São Paulo e Campinas, a 40 minutos de qualquer delas, cortada por duas grandes rodovias, a Anhanguera e a Bandeirantes no sentido norte/ sul, a Dom Gabriel a oeste sentido Itu e Sorocaba e a Constâncio Cintra a leste no sentido Itatiba e cidades das águas, facilitando a acesso a outras importantes rodovias como Dom Pedro e Fernão Dias, além de outras secundárias. Outro atrativo para a cidade é a Serra do Japi, um complexo de mata atlântica, tombada em 1983. A maior parte da área preservada fica em Jundiaí e a prefeitura municipal mantém um grupamento da Guarda Civil Municipal, especializada na preservação, combate a crimes ambientais, com uma base no bairro Eloy Chaves com veículos próprios para o patrulhamento de toda extensão da serra.
Mas para se morar em uma cidade não bastam apenas essas facilidades de locomoção e proximidade de uma grande área de mata preservada. Assim, falarei em outras oportunidades sobres os bairros, condomínios, como chegar e sair, as ruas e avenidas, pontos turísticos, segurança, saúde e tudo que possa ajudar a decidir morar ou não em Jundiaí.
Sou João Albino, corretor de imóveis, técnico em turismo e técnico em edificações.

























terça-feira, 9 de julho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Uma juventude que nunca dormiu, sai as ruas.

No início dos anos 80 quando ao longe se via o fim da ditadura militar, houve levantes populares; dos metalúrgicos, estudantes e intelectualidade da época. Havia, como há hoje, pessoas a serviço do poder. Os "infiltrados" no movimento tinham a missão de desvirtuar as reivindicações, provocar brigas, baderna e destruir bens públicos e privados. Naquela época, os jornais e TVs mostravam "os vândalos, terroristas e comunistas" que depredavam e atiravam coisas na 'ordeira polícia militar' que apenas reagia a "injusta agressão", prendendo, espancando e mutilando quem estivesse ao alcance dos cassetetes, cavalos e cães. Muitos foram presos, torturados e assassinados nos porões da repressão.
Me lembro de algumas figuras que se destacaram, não por lutarem com o povo pela democratização do país, mas por se dizerem líderes do movimento e levar as glórias de uma luta que não participaram. Muitos se beneficiaram com o regime autoritário e ajudaram a garantir que os torturadores e assassinos não seriam punidos. Foram aos poucos tecendo a "Anistia" que tinha como objetivo evitar que os ditadores e os que  ajudaram a manter o regime e se beneficiaram dele, fossem levados a julgamento e condenados pelos crimes cometidos. Como resultado, vemos hoje, a comissão da verdade que pode fazer absolutamente nada.
Durante a greve dos metalúrgicos de São Bernardo, havia um sindicalista que era contra a greve e subiu ao palanque para dizer que aceitava o que o patronado oferecia, mas os milhares de trabalhadores ali reunidos gritavam "Greve, greve, greve" e arrastado pela multidão, nasceu um simbolo das lutas populares pela democratização do Brasil. O líder sindical, pelego, foi levado, contra sua vontade a liderar o movimento que apesar da repressão, ficou 40 dias em greve. A partir dai, nasceu o PT e a CUT. Naturalmente, houve contra-ataque dos governantes e financiados por empresários, foi fundada a Força Sindical, pelo senhor Antonio Medeiros, com a missão de ser um contra ponto as manifestações e aceitar o que propunha o patronado. Também financiaram a tomada da UNE, UBES e outras entidades estudantis tão importantes nas lutas populares, transformando-as em meras academias à serviço de interesses privados. Se perguntarmos onde estão eles nos movimentos atuais, não teremos respostas. Mas acredito que o maior erro cometido pelos políticos em geral, independente de partidos, foi tirarem a válvula de escape que representavam as organizações estudantis e de trabalhadores. 
Sabemos também que ao chegar ao poder, o PT expulsou aqueles que ajudaram a remar e levar o barco até onde deveria, permitindo que "ratazanas" que viveram escondidas durante os anos mais duros, tomassem o leme e nos levassem onde nos encontramos hoje; sucateamento dos serviços públicos, saúde, educação, segurança, transportes, aviação tanto civil quanto militar, portos, etc, abrindo espaço para a corrupção, roubalheira e desmandos.
A juventude que foi deixada de lado, mostrou que nunca esteve dormindo e que como demonstrou, sabe exatamente o que quer. E, felizmente não permitirá que velhas raposas cheguem para a foto da obra acabada, como sempre fizeram.
Na minha opinião, é chegado o momento dessa gente que saiu as ruas, enfrentou a truculência de uma polícia despreparada para os tempos atuais, tomar o que é seu por direito: Um país melhor para todos, onde os corruptos são punidos e políticos sejam de fato um servidor, não um profissional da roubalheira, descaso e perpetuação no poder.