Omar Talih


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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Marcas na Parede

(Apenas uma poesia...)
Pedi ao meu coração para que parasse por alguns instantes para que eu pudesse esquece-la,
Disse-lhe que sem o sangue correndo nas veias e sem o ar inflando os pulmões,
Poderia tira-la do pensamento e depois voltar sem um traço, uma lembrança sequer.
Mas ele, o coração, teimoso como é, bateu mais forte,
Encheu-se de sangue, pulsou , oxigenou o cerebro e disse-me:
Mesmo que parasse por um século, como já fiz em outras vidas,
Ainda assim lá estaria ela, como uma cicatris,
Uma marca indelével a lembrar que feridas feitas no coração são eternas,
Perde-se o contato, aumenta-se a distancia, evita-se o toque,
Mesmo que seja só do olhar...
Pode-se até dizer que a amizade acabou,
Nada. absolutamente nada me fará parar de bater,
Respirar esse ar que sei, mesmo na distancia, ela também respira,
Sentir esse sol a me bronsear e aquecer meu espirito
Mesmo que esta vida não permita,
Lá estará ela, pendurada em moldura dentro de mim, coração,
Amarelando-se com o tempo e tapando a marca que fiz com ferro em brasa
Decorando as paredes com seu nome...
M. M.

domingo, 24 de maio de 2009

OBJETIVOS E AÇÃO...

Nesses dias passados, como escrevi, estava me sentindo apático e sem animo para tomar qualquer atitude e agir como se faz necessário quando temos um objetivo e queremos alcança-lo.
Parece-me que apenas um pensamento dominava meus sentidos e ocupavam todo o tempo disponível, ainda não passou por completo, mas estou conseguindo dar um rumo e voltar a ter as rédeas nas mãos. Sei que sentimentos e desejos, nem sempre possíveis, nos fazem ficar assim entorpecidos e sem ação. Mas o objetivo inicial deste blog era falar sobre turismo para pessoas com mais de 50 sem compromissos que os impeça de viver com mais intensidade os bons e poucos anos que nos restam. Hoje, a maioria das pessoas com esta idade, já não tem tanta responsabilidades e estão estabilizadas na vida. Filhos crescidos, casados ou não, livres e podem caminhar com as próprias pernas deixando nos também livres para fazer coisas que no decorrer da juventude não fizemos. Estávamos ocupados, envoltos em responsabilidades e muitas vezes nos esquecíamos de viver. Agora, muitos estão perdidos e não sabem que rumo tomar, o que fazer sem as pessoas que dependiam de seu trabalho e de sua presença? Muitas vezes tornam-se incomodos e indesejados. É hora de tomar as rédeas e sair para a vida. Fazer coisas sem pressa e sem medo. Não sabemos quando, mas somos conscientes de que logo teremos que partir para uma longa viagem sem volta, vivemos pelo menos metade do tempo que tínhamos, senão dois terços dele. Então o que fazer? Apaixonar-se pela vida, entregar-se a ela de corpo e alma e vive-la com intensidade. Perder a vergonha de dizer para os amigos e pessoas que gostamos o quanto elas são importantes para nós e tudo de bom que elas representam nesta nossa jornada, mas agora temos que aproveitar o tempo livre que temos e realizar aquela viagem que sempre sonhamos e que não foi possível, não porque a vida nos impediu, mas porque nós nos negamos em nome de um monte de coisas que olhando para trás não encontramos respostas. Apenas deixamos de fazer. Se valeu a pena ou não, não tem a menor importância, o que poderíamos mudar? Nada. Sei que as coisas não são assim tão simples, mas sei que são possíveis e estão aí ao alcance das mãos. Já não temos pressa e um bom planejamento nos ajuda a conseguir transpor todas as barreiras... imagináveis ou não. Qualquer coisa será só mais um obstáculo para quem já superou tantos... basta querer e seguir em frente.

sábado, 23 de maio de 2009

Sentimentos e Magia.


Há dias que tento, em vão, escrever, desenhar ou mesmo colar uma foto e atualizar meu blog.
Um torpor tem dominado minha mente e as ações estão mais lentas. Parece que algo tão fácil como escrever ou desenhar perdeu o sentido e poucas coisas tem me feito sair desse ostracismo que nada produz. O trabalho não tem rendido o esperado, os desejos estão contidos e a inspiração adormeceu. Conversando com um velho amigo, um mago, sábio, pedi-lhe alguns conselhos, pois não me agrada ver-me tão parado e incapaz de um movimento que colocaria a maquina para funcionar. Perguntou-me ele:
__ O que voce está sentindo?
__ Não sei direito, respondi.
__ Hum...! Mas há um motivo... voce deve saber...
__Talvez... É que as vezes sinto um queimar de estomago, um grande aperto no coração, e uma tontura, como se tivesse levado uma pancada na cabeça.
__ Paixão! Sentenciou ele sem olhar para mim.
__ Como assim? Perguntei com ar de espanto.
__ Há alguém que lhe provoca esses sentimentos...
__ Voce esta perguntando ou afirmando ?
__ Estou dizendo que são sintomas tipicos de amor, paixão...
__ Amizade? Perguntei. __ Pode ser saudade de um amigo... uma amiga ou o desejo de fazer um punhado de coisas que a vida não me permitiu ?
__ Não permitiu, virgula, voce não se permitiu. Como vê, voce sabe a resposta.
__ Creio que tenha a ver com magia, indaguei.
__ O que voce tem feito em relação a isto ?
__ Muito pouco... tenho sido negligente...
__ Então vá se reconciliar consigo mesmo, com sua natureza magica, com seus encantamentos e com seu coração.
__ E se for amor ? Tem cura ?
__ Para tudo tem remédio... Mas todo medicamento tem efeitos colaterais... Voce deve pesar se vale a pena fazer qualquer coisa para estancar um ferimento provocado por sentimentos que as vezes pensamos não deveriamos ter.
__ O que faço então ?
__ Nada.
__ Como assim?
__ Se voce ficar com medo de seus sentimentos e desejos, fará um mal maior dentro de si. Afinal, do que tem medo ?
__ Não sei... Talvez de magoar pessoas, me ferir...
__ Valeu a pena ter renunciado a tudo que renunciou para não ferir outras pessoas?
De repente percebi que havia misturado um monte de coisas e agora no emaranhado em que me encontro tento buscar uma saida. Devo muito a mim mesmo. Mas, olhando para dentro de minha alma, vejo que não há arrependimentos, não há remorsos, não é medo do que sinto, do que quero, é uma necessidade de fazer coisas, deixar me envolver com a vida e respirar seus ares... todos eles, não importa o odor. Afinal, vida é risco, é envolvimento, é participação. Pensando bem, não importa qual sentimento encha meu peito nesse instante. O que não posso e não devo é tentar barra-lo, coloca-lo dentro de limites ou dar-lhe um rumo que ela, a vida, quer me dar. Como eu sempre digo; a Vida é uma festa e tenho que experimentar tudo que ela me oferece, pois sei que um dia terei que me retirar e não sei quanto tempo terei para voltar ou se voltarei. É melhor, creio eu, olhar de frente e agradecer por ser capaz de sentir o pulsar da vida em minhas veias, o desejo de realizar, amar, sofrer, sorrir e chorar, estar perto mesmo estando distante, a um telefonema de distancia. Distancia esta que muitas vezes não conseguimos transpor e deixamos nossas amizades e somos deixados para um momento em que tenhamos mais tempo... Realmente tenho sorte de ainda sentir a necessidade de estar com as pessoas que gosto e poder dizer a elas o quão importantes são para mim.

terça-feira, 12 de maio de 2009

SERES DA NATUREZA


Há dias que desejamos apenas um refugio. Um lugar para nos escondermos das preocupações e deixar fluir a imaginação e inocência que há tanto perdemos. Hoje somos grandes, não adultos, pois isto implicaria em encontrarmos tempo para o místico e o espiritual que reside em todos nós, mas fazemos questão de ocultar. Um dia quem sabe seremos não tão grandes, mas mais humanos e poderemos nos encontrar com nossa natureza.

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Há dias em que nos sentimos perdidos e não sabemos que caminho seguir... Caminhamos por lugares e pensamentos e nos encontramos numa encruzilhada entre o real e o fantástico, o imaginário. Nessa fantasia viajamos e nos encontramos com imagens e fatos que habitam nossa imaginação... Vamos ao encontro de sonhos e poesias tão ausentes em nosso cotidiano corrido e sem tempo para brincar com o esotérico, com os seres da natureza que vivem conosco, muito embora nós façamos de tudo para destruir seu habitat e com isso parte de nós mesmos. Somos a própria natureza e ao agredirmos nosso meio estamos nos destruindo e nos tornando cada vez mais mecanizados e menos humanos. Com isso perdemos nossa sensibilidade e capacidade de sonhar, assim criando doenças do espírito que não encontram cura na nossa medicina, cura esta tão próxima, na mata, nos rios (tão raros) de águas limpas, nas cachoeiras e no mar...
As vezes me pergunto por que não consigo encontrar tempo para uma simples meditação, um andar descalço, correr na chuva, sentar a beira mar e admirar o por do sol... o alvorecer...
Será que a tecnologia tirou a minha capacidade de ver seres naturais e tirou a minha crença em sua existência? Não... a minha imaginação não foi vencida pela modernidade, ficou mais aguçada com ela e aproveita das facilidades que ela me proporciona, pois é hoje muito mais fácil espalhar esse encanto e sentir-me integrado com minha própria natureza.

sábado, 2 de maio de 2009


SILÊNCIO

Há situações em que o silêncio se faz necessário. As vezes ele me assusta, pois é capaz de dizer muito mais do que palavras. Quando estamos em dúvida, nós o buscamos para encontrarmos respostas. Quando estamos tristes, é o melhor remédio, pois nos coloca em contato com nosso íntimo. Mesmo quando estamos com a pessoa que gostamos, o silêncio de um abraço apertado nos deixa mais felizes. O sono num silencioso abraço é revigorante e nos deixa mais dispostos.
As palavras nem sempre expressam com tanta profundidade um sentimento e nada demonstra com mais clareza aquilo que sentimos que momentos envoltos em silencioso pensar. O silêncio é uma dádiva; acalma, trás sabedoria e conhecimento. Silêncio noturno...