Omar Talih


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quinta-feira, 9 de julho de 2009

APENAS UMA CANÇÃO...

(canção: Brincando com a vida, de Belchior)
Um dia ouvi uma canção que dizia:
"Eu estou sempre em perigo e minha vida
Sempre esta por um tris"
Poucas palavras...profundas em minha alma.
"Se vejo correr uma estrela no céu eu digo:
Deus te guie zelação,
Amanhã vou ser feliz"
Sou assim mesmo... cheio de esperança.
"É caminhando que se faz o caminho..."
A vida passa ligeiro... quase não conseguimos acompanhar.
Encontros... desencontros, amores perdidos,
Feridas curadas, cicatrizes vivas.
"Quem dera a juventude a vida inteira,
Eu escolhi a vida como minha namorada,
Com quem vou fazer amor... a noite inteira"
O corpo envelhece, o espírito não.
O sonho rejuvenesce a alma.
"Mas quando você me amar,
Me abrace, me beije bem devagar"
Envolva-me em seus pensamentos... desejos...

ENGANOS FATAIS....

(para Mara Lih)
Há vezes que me dou tão intensamente,
Que provoco enganos... quase sempre fatais.
Fatais para amizades que perco...
Por enganos...
Deixo aflorar todo sentimento,
Envolvo-me profundamente.
Algumas pensam que estou apaixonado... perdidamente
E me descartam antes que as coisas se compliquem,
Ledo engano... era só amizade.
Outras pensam que estou apaixonado... perdidamente
E me descartam ao perceberem que era só amizade.
As primeiras caem no ostracismo e
Dificilmente conseguimos nos envolver uma segunda vez.
Outras, ao perceberem a impossibilidade do relacionamento...
Me odeiam tão profundamente que jamais
Nos envolveremos uma segunda vez.
De um jeito ou de outro... estou sempre perdendo.
Talvez seja a sina da alma de um poeta.

SAUDADES DE QUEM?

SAUDADES... SAUDADES DE QUEM, SAUDADES DO QUE?
EM CERTOS MOMENTOS NÃO IDENTIFICAMOS CLARAMENTE O QUE OU QUEM NOS TRÁS AQUELE SENTIMENTO QUE COMEÇA DEVAGARINHO E VAI AUMENTANDO COMO UMA FOGUEIRA QUE FAZEMOS E PERDEMOS O CONTROLE. DE REPENTE HÁ UM INCÊNDIO A ARDER NO PEITO. É UM FOGO QUENTE QUE NÃO QUEIMA, UMA CHAMA VIVA QUE NÃO SE APAGA. AH! SAUDADES.... PESSOAS QUE NOS MARCAM TÃO PROFUNDAMENTE, LEMBRANÇAS DE MOMENTOS QUE NOS PROIBIMOS, NÃO VIVEMOS... COMO UMA CANÇÃO QUE DEIXAMOS DE OUVIR POR TEMER SUA PALAVRAS. SAUDADES.... AH! SAUDADES... POR QUE A SENTIMOS E NÃO CONTROLAMOS. SINTO-ME PERMEÁVEL COMO A TERRA QUE SENTE A CHUVA CAIR E PENETRAR EM SEU ÂMAGO SEM PEDIR LICENÇA E SE INSTALAR... SE APOSSAR DE MEU CORPO E MINHA ALMA.

terça-feira, 7 de julho de 2009

VIAJANTES

Há muito já caminhava por esta estrada, quando você chegou. Como uma brisa morena, tocou-me a face, percorreu meu corpo como chama que arde.
Tal qual velha árvore, casca grossa, marcas do tempo, açoitada pelas areias de amores passados, trago marcas em meu peito.
Somos viajantes; três amigos, três amigas, muitas vidas, sonhos e desejos que ficam na bagagem e aumentam o fardo.
Estradas paralelas, trilhas que se cruzam.
Como cavaleiro, dom Juan, Dartanhan, sigo a passos lentos, Don Quixote em busca de aventuras, tentando despertar a jovem viajante, aprisionada, adormecida enquanto a outra cresce.
Estradas paralelas, margens opostas. Ilhas de promessas... caminhos a seguir.
Viajantes seguindo a mesma direção.
Todos vão para lá.
Muitos cortam nossa estrada, companheiros de momento. Uns se fazem amigos deixam marcas, outros marcam amargamente.
Lembranças, todas. Feridas muitas. Cicatrizes... cura externa, marcas n'alma.
Quem somos? O que somos?
Viajantes tolos, criando regras, respeitando medos... fugindo à vida.
Viagem curta, magia oculta, coração sangrando... talvez esperando deste viajante o que ele também espera.
Estradas paralelas... companheiros por quanto tempo?
Sobe em meu cavalo, cavalguemos juntos, até quem sabe, venha outro cavaleiro desviar seu rumo, a morte convidando para outra jornada, deixando marcas na parede, memórias vivas feitas com ferro em brasa.

domingo, 5 de julho de 2009

... TIC, TIC da Tecnologia..

... Tic... Tic... Tic, Tic... Tic !
__ Seu filho da puta! Some daqui!
Assim começou um dialogo não muito amistoso sobre uma observação feita a respeito da destreza na digitação de um texto.
__ Ah... ah...ah! É que você é uma "boa" datilógrafa!
__ Sai daqui idiota!
__ Isto dá um bom texto... vou por no blog.
__ Se você fizer isto, eu peço divorcio.
Foi uma conversa curta, mas explicitou muitas falhas comuns em nosso comportamento diário.
Demonstrou que muitas vezes não damos conta da tecnologia que avança a passos largos e por negligência ou descuido ficamos parados no tempo. Há bem pouco, exigia-se que fossemos excelentes datilógrafos e que tivéssemos outros conhecimentos para nos inserirmos no mercado.
Talvez por preguiça ou falta de visão, a maioria das pessoas não se preocupavam em manter-se atualizadas. Vieram novas tecnologias e velhas funções foram abandonadas da noite para o dia, deixando uma legião de desempregados, desesperados por não saber o que fazer naquele momento. Antigamente, não há tanto tempo quanto a palavra nos remete, mas há alguns anos atrás , quando os PCs começaram a ganhar o mundo e se tornarem peças indispensáveis no trabalho, no lazer, na vida em geral, vemos os mesmos erros serem cometidos. Embora a geração que nasceu com a tecnologia tente acompanha-la, muitos se dão ao luxo de ficar alheios e ignoram a necessidade de conhecimento. É natural que um bom datilógrafo do passado será um digitador melhor que alguém que simplesmente foi colocado à frente de um teclado. Na verdade o que temos hoje é só a evolução do tínhamos no passado. Mas as pessoas não evoluem na mesma velocidade. Somos preconceituosos com aqueles que sabem menos e sofremos com os que tem um pouco mais de conhecimento. Não vemos que é apenas o desenvolvimento e a transformação de um planeta vivo e em constante ebulição. E, naturalmente, como em épocas passadas, quem não acompanhar, será engolido pelas novas tecnologias.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

PRAGAS URBANAS... PRAGAS HUMANAS.

Há alguns dias, ouvi numa emissora de T.V. uma chamada sobre uma reportagem abordando o problema das "pragas urbanas" e os prejuízos que elas causam para a cidade: as doenças, a sujeira e os gastos do poder público com tais pragas. Sabemos dos danos causados por cupins quando invadem as casas e devoram tudo que é fabricado ou tem como matéria prima a madeira.
Os pombos que transmitem doenças, sujam os carros e infestam as praças, catedrais, hospitais e tantos outros prédios públicos. Os ratos que dispensam apresentação. Nos os conhecemos e sabemos dos danos causados por esta praga que se adapta a qualquer ambiente.
Mas analisando os danos causados por uma outra espécie de praga muito mais nociva que as outras todas juntas. O "homem": espécie humana que infesta este planeta. Não analiso aqui o mal em todos os cantos da terra, mas somente o causado na cidade. Os traficantes de todo tipo de drogas que espalham doenças, prejuízos, mortes e um enorme gasto com a mobilização de forças policiais para combate-los. Os viciados que infestam as ruas, sujam mais que os pombos, roubam, agridem as pessoas, cometem todo tipo de crime, transmitem doenças sexuais e outras tantas, além de ocuparem os hospitais e causarem enormes gastos com remédios e internações que não os tira da condições em que se encontram. Os policiais corruptos que mantém o ciclo vicioso e garantem a perpetuação de outras pragas urbanas como os traficantes de armas, ladrões de carros, sequestradores, assaltantes de toda espécie e paramilitares que usam de um poder que não lhes é constituído para ocupar as lacunas deixadas pelos governantes. Os políticos, uma espécie de praga com poderes para causar danos piores que os ratos. Os roedores apenas invadem um espaço para se alimentar do lixo deixado pela praga humana. Os políticos, com a corrupção e roubalheira do dinheiro publico, matam mais que qualquer doença causada por todas as "pragas" naturais. O "homem comum". Este talvez seja a pior espécie de praga existente no planeta.
Sorrateiramente e em silencio provoca mais danos ao meio ambiente e a vida na terra que qualquer outra praga que possa aparecer ou que tenha sido extinta.
Pensando bem, quem causa maiores problemas e deveriam ser controladas?
As pragas urbanas naturais ou a praga humana que as cria?

terça-feira, 30 de junho de 2009

SOMOS UM PAÍS DE GENTE FEIA

Sou um cara feio. Comum como a maioria das pessoas que conheço.
Viajando por diversos lugares, é visível a feiura de nossa gente. Pessoas desdentadas, cabelos em desalinho, expressão de sofrimento e nenhuma alegria estampada no rosto. Invariavelmente estão com a cara fechada e com ares de poucos amigos. Se disser que não há pessoas bonitas por ai, estaria cometendo uma grande injustiça. Há muitas beldades, tanto masculinas quanto femininas, mas são minoria e só as vemos nos anúncios, nas novelas e nas revistas; masculinas ou aquelas para o público feminino. São belezas de causar inveja e matar as mulheres de tanto fazer regimes. É motivo, creio, de frustração para os homens. Elas são quase inacessíveis, um sonho.
Mas, a feiura é o que predomina. Basta dar uma olhada a nossa volta e nos deparamos com obesos, relaxados, desleixados e sem preocupação muitas vezes com a higiene. O cheiro denuncia. Poderíamos ser mais agradáveis ao olhar daqueles que nos observam. Tomar banho, afinal, é uma necessidade num país quente como o nosso. E usar um perfume deixaria o ambiente mais habitável e gostoso quando se tem que passar várias hora ali.
A feiura em nosso país é uma questão de saúde publica: Melhor alimentação, melhor atendimento na saúde, melhor educação, levaria com certeza a população a cuidar melhor de si e a exigir que todos cuidassem daquilo que é um bem público: A imagem de cada um.
Se alguém esta feliz consigo mesmo, ela cuida do meio ambiente, mantém as coisas a sua volta em ordem e limpas. Se tratarmos de nossa aparência, seremos um pais mais feliz e com toda certeza menos feio que hoje.