Omar Talih


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quarta-feira, 27 de junho de 2012

O sapo e a princesa!

Certo dia, um sapo encontrou uma linda princesa e disse:
___ Se me beijar e deixar de ser princesa de programa, me transformo num lindo príncipe e poderemos ser felizes para sempre.
Imaginando que mudaria sua vida, a jovem aceitou a proposta e foi morar com o príncipe sapo. Mas, o tempo de príncipe tinha validade e vencendo se este, voltou a ser sapo e a procurar nova princesa de programa para substituir a atual que já não o satisfazia.
Nessa confusão toda, vendo que seria abandonada e sem a beleza de uma princesa de programa, resolveu que não voltaria àquela condição e que o sapo não mais iludiria outra princesa para abandona-la e continuar com o círculo vicioso que lhe parecia, vinha de longa data. Ela havia substituído alguém e agora seria a próxima a ser substituída. Então, numa noite qualquer, enquanto o príncipe, agora sapo, pois ainda não havia consumado a troca, saboreava uma pizza, ela armou-se com um revolver e após desferir-lhe um tiro certeiro na cabeça, esquartejou-o e jogou seus restos por estradas desertas. Se fosse uma rã, poderia fazer um ensopado, uma fritada para comer como petisco, mas um sapo!? O melhor era se livrar logo dele. Assim pôs fim a um conto de "fadas" que não teve e não teria um final feliz como se um livro de contos fosse.
Naturalmente a repercussão do fato explodiu como uma bomba atômica no Japão ou napalm no Vietnan.
Estamos acostumados a ver sapos que se dizem príncipes, matarem suas iludidas princesas. Quando estas ao descobrirem a farsa os abandona, são perseguidas e na maioria das vezes são brutalmente assassinadas.
Nesse caso, qual seria a repercussão tivesse ela sido a vítima?   

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sem inspirAÇÃO..





Quando digo que a inspiração anda sumida, me pego muito mais sem AÇÃO que assuntos para escrever. Os fatos e motivos são muitos, mas há um torpor que mantem a inércia. Há que haver uma força capaz de colocar em movimento o desejo de continuar a viver as aventuras até perigosas que já vivi. Sei que não tenho mais a mesma força de anos atrás, mas ainda há chamas dentro de mim. Sinto que estou deixando os amigos, as coisas que gostava de fazer engavetadas, acomodado com algo que não me trás nenhuma satisfação. Ultimamente, nem a pintura, escultura, desenhos ou a escrita são capazes de me colocar em movimento. O que estou fazendo comigo? 

terça-feira, 5 de junho de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

Falar o que?

Damos o troco nas eleições....

sábado, 21 de abril de 2012

Cade você?



As vezes fico pensando onde poderia ter se escondido a inspiração que me cercava e enchia de poesia meus pensamentos. 
O tempo corre e escorre entre meus dedos e simplesmente posso vê-lo esvair-se sem a possibilidade de fazer qualquer coisa que seja. Estou cada dia mais próximo de não mais poder fazer algo.
Hoje sinto o chão como areia numa praia deserta, apesar de ensolarada esta frio. 
Sinto saudades de tantas pessoas e não sei como dizer-lhes isto. É tão fácil e difícil ao mesmo tempo. Coisas que não me afetavam tanto ha bem pouco tempo, hoje me deixa de luto por um período maior do que admiti em outras situações iguais. Mas nenhuma situação é igual a outra porque nunca somos iguais ao que fomos ontem. Há uma dor indizível e imensurável dentro de mim. 
Olho para fora e vejo a chuva cair sobre o jardim. Parece que já não tem o mesmo brilho de vida que costumava ter. Falta alguma coisa. Falta a presença, mesmo que em pensamento de pessoas que me são importantes e que as perdi em alguma esquina do tempo. Sou um grande esconderijo de coisas inacabadas e que talvez não consiga termina-las, por mais que tente. Decidi que não faço outra coisa enquanto não terminar a começada. É um bom princípio. 
Sou como uma árvore que envelheceu. Enquanto jovem, dobrava-me com o vento e suportava as tempestades que não foram poucas. Agora, embora frondosa e forte, casca grossa e marcada sinto que a resistência já não é a mesma assim como a capacidade de me dobrar e suportar. Vejo galhos se quebrarem e a incapacidade de reconstitui-los cada vez mais presente. Sou parte de um processo em evolução, eterna recriação de atos e pensamentos...