Omar Talih


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A lenda das portas

Contam que quando nascemos abrimos uma porta para este mundo e que a cada trinta anos abrimos uma nova porta, começando outra etapa da vida.
Ao atravessar a primeira porta, a do nascimento, começamos a aprender sobre tudo que nos rodeia, somos aprendizes.
Na segunda porta nos tornamos adultos e sofremos tudo que esta etapa nos coloca a frente. É a fase mais exigente. Casamento, filhos, carreira, segurança para aqueles que estão ao lado e que atravessaram apenas a primeira porta.
Quando se alcança a terceira porta, somos levados a um caminho que nos conduz ao fim de todos os mortais. As responsabilidades diminuem e já não se tem a mesma atenção de dias atrás. É um tempo que se pode aproveitar de muitas maneiras, mas a maioria, por não saber o que fazer, cuidará de preocupações que não deveriam ser suas. É também nessa fase que começam as doenças da idade.
Poucos passarão pela quarta porta e os que fizerem terão o peso intensificado para cada ano que estiver nesta jornada.
Se alguém passar pela quinta porta, estará sozinho na viagem. Seus amigos e parentes terão ficado para trás, enterrados em algum lugar do passado. 
Se estamos aqui, é porque passamos pela primeira porta e devemos seguir em frente,sem olhar para trás, até que não consigamos chegar a próxima e sejamos enterrados no caminho.
Não importa o que faça ou tenha feito pelo caminho, quem pense que tenha sido; rei, rainha, escravo ou operário, seu dia chegará e terá que trilhar pelas portas de seu tempo.

domingo, 4 de setembro de 2016

O que temos feito dentro da "lei"

No que hoje chamamos 'era cristã', ano zero, um anarquista que vivia entre vagabundos, bêbados e prostitutas, foi incriminado, julgado e condenado, seguindo-se o que dizia a LEI e o povo saiu as ruas pedindo sua cabeça. Assim, junto com outros condenados, crucificaram um tal Jesus de Nazareth, que permaneceu esquecido como criminoso por quase 400 anos, quando então foi elevado a 'santo', que havia dado a vida por aqueles que o tinham condenado. Então, novamente seguindo as 'leis'  ou alterando-as para que o processo fosse legal, em nome do anarquista condenado, agora santo,  com apoio do povo, fizeram a "Santa Inquisição", julgando e condenando à morte, após cruel processo de tortura, para que o 'réu' se convertesse ao cristianismo e se arrependesse de seus pecados.
E, ainda dentro da lei, fizeram as Cruzadas, assassinando milhões de pessoas. Mas, não havíamos ainda feito o que podíamos e seguindo sempre as leis vigentes ou modificando-as, segundo a necessidade, fizemos a Escravidão de um povo específico, que foi considerado 'inferior' em nome do crucificado, agora santo; foram mais de 400 anos de Inquisição e Escravidão. Nada disto teria sido possível sem o apoio do povo, cidadão comum e sempre seguindo o que permite a lei.
Sempre, sempre seguindo as leis, fizemos todas as guerras, em nome do anarquista crucificado, seguimos um RITO legal, onde a lei determina o grau de violência que se pode usar para eliminar um inimigo, destruir países, fazer limpeza étnica como no Holocausto.  Dentro da lei e com apoio do povo, levamos aos Campos de Concentração, milhões de pessoas, roubando-lhes não apenas a vida, mas a dignidade, seus bens materiais e quaisquer direitos que reclamassem.
Jogamos bombas atômicas no Japão, Napalm no Viet-Nan e tantas outras no Iraque, Afeganistão, Siria... mas tudo dentro da lei, com apoio popular.
De que maneira, me pergunto, todos os males que temos feito podem ser contestados?
Desmatamos dentro da lei, jogamos esgoto nas águas que bebemos, envenenamos nossa comida, poluímos o ar que respiramos, extinguimos espécies que não conhecemos, as conhecidas também.
Nós cidadãos comuns somos assim, o que desconhecemos, destruímos e o que sabemos o que é, escravizamos, usamos em nosso beneficio, inferiorizamos e exploramos dentro das lei e em nome daquele que também dentro das leis foi incriminado, julgado e crucificado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Monstros que criamos!

“O! beware, my lord, of jealousy; it is the green-eyed monster which doth mock the meat it feeds on” (“Oh, tende cuidado, meu senhor, com o ciúme. É um monstro de olhos verdes, que zomba da carne de que se alimenta). "Shakespeare".


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

98/ 2%

Tenho uma teoria de que 98% de todos nossos problemas são criação nossa e que da mesma forma, somos 98% da solução para todos eles. Assim, sucesso ou fracasso, são na mesma medida responsabilidade nossa. E, não importa o tipo de problema que tenhamos; saúde, financeiro, espiritual, sentimental, somos responsáveis por tê-los ou não e na medida que os criamos, nem mais, nem menos.
Por isso, muitas vezes adoecemos e não encontramos uma razão para tal. Se analisarmos o histórico, encontraremos a raiz do mal e saberemos com trata-lo. 
Uma pessoa que fuma, bebe alcoólicos em demasia, usa drogas de todos os tipos, se alimenta mal, terá em algum momento que pagar o preço por isso.
É possível encontrar em um mesmo ambiente, pessoas que tem sucesso e outras completamente fracassadas. 
Então, sua decisão de hoje, será o seu resultado de amanhã. E não adianta reclamar.
Se você estudar, se dedicar a fazer algo bom para sua vida, terá uma recompensa no futuro, da mesma maneira que se não fizer nada, nada terá para colher depois.
Mas, somos absolutamente preguiçosos e jamais admitimos os erros cometidos. Para justificar a maior parte das coisa que fazemos, criamos deuses a quem recorremos sempre que somos confrontados com algumas responsabilidade. Temos um Deus todo poderoso, onipotente e onipresente para nos confortar e nos prover de tudo que necessitamos sem ter que nos responsabilizar pela obtenção. Para os enganos e falhas temos um Deus menor, muito poderoso, sem escrúpulos e que nos leva a cometer as piores atrocidades. Nós o chamamos demônio, diabo e muitos outros nomes. É a outra face da mesma moeda.
Se nos despirmos dessa hipocrisia e assumirmos nossa responsabilidade naquilo que nos cabe, resolvemos 98% dos problemas e podemos alcançar a mesma proporção no sucesso que buscamos.
Nesses 2%, coloco todos os eventos que estão fora do nosso alcance, como os desastres naturais e acontecimentos que nos fogem do controle, mas se analisarmos, tirando a natureza, a maioria dos acontecimentos trágicos, tem a participação de alguém, logo falha dentro daquele percentual de 98%.

sábado, 23 de julho de 2016

Terror? A quem serve os acontecimentos dos últimos dias?


Onda de "Terror" pelo mundo?
Em 1999 um estudante de medicina baiano, entrou em um cinema num shopping em São Paulo e metralhou a platéia, matando 4 pessoas e ferindo outras 3. Em 2011, na Noruega, o extremista de direita norueguês Anders Behring Breivik matou um total de 77 pessoas ao detonar um carro-bomba na capital Oslo e, em seguida, atirar em crianças e adolescentes num acampamento na ilha de Utoya. Agora na Alemanha, um "maluco" atira em uma multidão e se suicida em seguida.
No Brasil, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 13 e 16 anos, e deixando mais de treze feridos.
Agora com o ISIS atuando no Oriente Médio, qualquer movimento será tratado como ato de 'terrorismo' ou a preparação para tal.
Temos que ficar atentos aos fatos e como eles são passados para o público em geral, pois mais perigos que malucos solitários, são os que se aproveitam desses fatos para criar insegurança e medo e assim passar suas ideias como verdadeiras e únicas como solução para o que esta acontecendo mundo afora.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aos 60

Aos 60.
Cheguei lá, quase, faltam alguns meses e muita coisa pode acontecer. Entretanto, ouvi dizer que há algumas vantagens quando chegamos lá. Passamos a pertencer a 3ª idade, somos idosos. Será?
Acho que é a partir daí que o tempo começa a nos cobrar pelo que fizemos; Cigarros, bebidas, sexo sem proteção, drogas e alguns excessos no comer e agir.
O cigarro nos trás câncer nos pulmões e vias respiratórias, nos destrói os cabelos, a pele e deixa um horrível cheiro de cinzeiro de bar.
O álcool nos corrói de dentro para fora, como um micro-ondas, cozinhando o figado, o cérebro, tirando o senso e a razão. Temos consciência mas não controle dos atos, o que não tira a responsabilidade pelo que se faz.
O sexo é bom e na ânsia de satisfação, quase nunca nos preocupamos com as consequências, graves por sinal,doenças venéreas e filhos indesejados. Ambos cobram altos preços pela imprudência.
As drogas que nos roubam a vida nos deixando vagar feitos zumbis a busca de mais e mais sem nunca estar satisfeitos.
Quase nunca ou raramente essas coisas levam a morte rápida. Elas corroem aos poucos e mina as energias. Então, o que falar das loucuras desmedidas, de atos e atitudes que sempre nos deixavam no fio da navalha? Enfim, o que realmente ganhamos depois dos 60?
Todas as doenças aproveitam a oportunidade e se alojam em nosso corpo.
O sexo queima no pensamento mas o físico não acompanha e ficamos só nos sonhos, porque nem nas mãos temos as mesmas habilidades que antes. Não temos trabalho, os filhos não precisam mais de nós, os parentes e amigos envelheceram também e estão mortos ou como nós, as vésperas e os encontros cada vez mais frequentes nos velórios.
Se pensa que estou lamentando, garanto que não. Apenas constato que o que tenho hoje é fruto de tudo que fiz ou não no passado e sinceramente não me arrependo de nada. Não guardo mágoas, não tenho nada a perdoar ou pedir perdão. Não considero ninguém como inimigo, mesmo que por ventura alguém me considere assim.
Sou grato a tudo que me aconteceu, afinal fiz tudo que pude, do jeito que foi possível e me sinto feliz por ter sido assim.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Animais de Estimação?

Animais de estimação?


Há algo errado aqui e deve ser corrigido.